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Subestação de alta tensão CELESC: entenda os requisitos técnicos e normativos

A subestação de alta tensão CELESC representa investimento estratégico para indústrias e grandes consumidores em Santa Catarina que necessitam de fornecimento confiável em níveis de 69 kV ou 138 kV.

Com mais de 161 subestações operando nessas classes de tensão, a concessionária estabelece requisitos técnicos rigorosos para garantir segurança e conformidade regulatória.

Entender as especificações da CELESC é fundamental para evitar retrabalhos e assegurar operação adequada das instalações elétricas.

Quais as características técnicas da subestação de alta tensão CELESC?

Uma subestação de alta tensão CELESC opera em duas classes que atendem diferentes perfis de demanda. O sistema de 69 kV atende consumidores com carga entre 2,5 MVA e 30 MVA, enquanto 138 kV atende demandas acima dessa faixa.

Ambos operam em 60 Hz trifásico. O fator de potência deve estar entre 0,92 indutivo e 0,92 capacitivo, conforme ANEEL. Valores fora dessa faixa geram cobrança de excedente reativo.

Para 69 kV, a tensão máxima é de 72,5 kV com NBI de 350 kV. Para 138 kV, a tensão máxima operativa é de 145 kV com NBI de 650 kV.

Normas técnicas aplicáveis para subestação de alta tensão CELESC

Os projetos de subestação de alta tensão CELESC devem atender às normas da concessionária. A Norma N-321.0002 é a principal referência, com requisitos adicionais para 69 kV e 138 kV.

As especificações cobrem:

  • Dimensionamento de barramentos conforme corrente
  • Distâncias mínimas de segurança
  • Sistemas de proteção e automação
  • Transformadores de corrente e potencial
  • Malha de aterramento
  • Equipamentos de manobra

Todos os equipamentos devem ser certificados pela CELESC, incluindo disjuntores, seccionadoras, TCs, TPs e cabos.

Se informe ainda mais: Quantos volts tem uma subestação?

Quais são os requisitos de proteção para subestação de alta tensão CELESC?

O sistema de proteção é crítico em qualquer subestação de alta tensão CELESC. A concessionária exige funções obrigatórias via relés digitais multifunção.

Para 69 kV, as funções mínimas são:

  • Sobrecorrente de fase (ANSI 50/51)
  • Sobrecorrente de neutro (ANSI 50N/51N)
  • Sobretensão e subtensão (ANSI 59/27)
  • Religamento automático (ANSI 79)

Para 138 kV, adicionam-se proteção diferencial de transformador (ANSI 87T) e contra falha de disjuntor (ANSI 50BF).

Os ajustes devem coordenar com as proteções da CELESC para garantir seletividade.

Para que serve um sistema de aterramento em subestação de alta tensão CELESC?

A malha de aterramento é fundamental para segurança em subestação de alta tensão CELESC. As especificações estabelecem valores máximos de resistência conforme a classe de tensão.

Para 69 kV, a resistência máxima é de 10 ohms; para 138 kV, pode ser reduzida para 5 ohms. Tais valores são comprovados por medições certificadas.

A malha deve suportar correntes de curto-circuito sem gerar tensões perigosas. Os cálculos consideram a resistividade do solo pelo método de Wenner.

Os equipamentos conectam-se à malha via condutores de cobre nu 70 mm². Além diss, as conexões por solda exotérmica garantem baixa resistência.

Documentação técnica exigida pela CELESC

A aprovação de subestação de alta tensão CELESC exige documentação completa assinada por engenheiro eletricista com CREA-SC ativo e ART.

De forma mais clara, a documentação mínima inclui memorial com:

  • Estudo de demanda e previsão de carga
  • Cálculos de curto-circuito
  • Dimensionamento de condutores
  • Coordenação da proteção
  • Dimensionamento da malha

Também são necessários diagrama unifilar, plantas, desenhos de detalhamento e lista de materiais em conformidade com ABNT.

Veja mais detalhes: O que deve conter em um projeto elétrico?

Comissionamento e testes em subestação de alta tensão CELESC

Antes da energização de subestação de alta tensão CELESC, realizam-se ensaios completos. A concessionária exige participação de técnicos para validação.

Os testes incluem medição de aterramento, ensaios de isolamento, verificação de TCs e TPs, testes dos relés e simulação de faltas.

Resultados documentados em relatórios técnicos assinados. A CELESC pode solicitar reensaios se identificar valores fora das especificações.

Como funciona uma subestação de alta tensão CELESC

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  • Acompanhamento técnico durante todo processo de aprovação
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gerson

Engenheiro de controle e automação, com atuação em projetos elétricos em usinas, subestações e outras áreas.

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