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Subestação de alta tensão no PR: requisitos técnicos e aprovação na COPEL

Grandes consumidores industriais no Paraná precisam planejar a conexão em subestação de alta tensão no PR quando a demanda ultrapassa limites da média tensão. Esse projeto envolve requisitos específicos da COPEL e investimentos significativos.

As normas NTC 903100 e NTC 906100 estabelecem parâmetros para sistemas em 13,8 kV, 34,5 kV, 69 kV e 138 kV. Compreender essas exigências evita reprovações.

O que caracteriza uma subestação de alta tensão no PR?

Uma subestação de alta tensão no PR opera acima de 36 kV, atendendo consumidores do Grupo A com demandas elevadas. As classes mais comuns são 69 kV para cargas entre 2 MVA e 20 MVA e 138 kV para plantas superiores.

O sistema da COPEL distribui em 230 kV nas linhas de transmissão. As subestações rebaixam para 138 kV ou 69 kV. Por sua vez, as instalações particulares recebem nessas tensões e rebaixam novamente.

As características técnicas variam conforme a classe:

  • Tensão nominal de 69 kV com máxima operativa de 72,5 kV
  • Tensão nominal de 138 kV com máxima operativa de 145 kV
  • Nível básico de isolamento (NBI) de 350 kV para 69 kV
  • NBI de 650 kV para sistemas em 138 kV

O fator de potência deve permanecer entre 0,92 indutivo e 0,92 capacitivo. Valores fora dessa faixa geram penalidades por excedente de reativos.

Quais normas técnicas regulam projetos de subestação de alta tensão no PR?

Os projetos de subestação de alta tensão no PR seguem normas técnicas específicas. A NTC 903100 regulamenta fornecimento em tensão primária até 34,5 kV. A NTC 906100 estabelece requisitos para 69 kV e 138 kV.

A NTC 900100 define critérios de apresentação da documentação. Ou seja, formatos de desenho e simbologia seguem padrões rígidos. Projetos que não atendem são reprovados mesmo estando tecnicamente corretos.

As normas ABNT complementam os requisitos:

  • NBR 14039 para instalações de média tensão
  • NBR 5410 para circuitos de baixa tensão
  • NBR 5419 para proteção contra descargas atmosféricas
  • NBR 15751 para sistemas de aterramento

A COPEL mantém lista de equipamentos homologados. Transformadores, disjuntores e relés devem constar nessa relação. Equipamentos não homologados são rejeitados durante análise.

Saiba ainda mais sobre o assunto: Quantos volts tem uma subestação?

Quais são as proteções obrigatórias em subestação de alta tensão no PR?

O sistema de proteção garante segurança operacional e coordenação com a rede. Para subestação de alta tensão no PR em 69 kV, as funções mínimas incluem sobrecorrente de fase (ANSI 50/51) e sobrecorrente de neutro (ANSI 50N/51N).

As proteções de sobretensão (ANSI 59) e subtensão (ANSI 27) completam o básico. Instalações em 138 kV exigem diferencial de transformador (ANSI 87T) e proteção contra falha de disjuntor (ANSI 50BF).

Os ajustes devem ser coordenados com os parâmetros da rede. Isto é, os tempos permitem eliminação rápida de faltas sem comprometer a estabilidade. A COPEL fornece dados de curto-circuito para cálculo.

Como funciona o processo de aprovação de projeto na COPEL?

Aprovar um projeto de subestação de alta tensão no PR passa por etapas definidas. O processo inicia com consulta de viabilidade técnica que verifica disponibilidade de potência.

O projeto elétrico deve ser elaborado por engenheiro com CREA-PR ativo. A documentação engloba memorial descritivo, memorial de cálculo, diagramas unifilares e plantas. Os desenhos seguem formato da NTC 900100.

Durante análise, a concessionária pode solicitar adequações. Responder rapidamente acelera a aprovação. O prazo médio varia conforme complexidade.

Após aprovação, emite-se a ART junto ao CREA-PR. A execução deve seguir o projeto aprovado. Alterações durante construção exigem novo protocolo.

Qual o sistema de aterramento exigido para subestação de alta tensão no PR?

O sistema de aterramento representa aspecto fundamental em subestação de alta tensão no PR. A concessionária estabelece valores máximos de resistência conforme a classe de tensão.

Para 69 kV, a resistência máxima admitida é de 10 ohms. Instalações em 138 kV exigem máximo de 5 ohms. Medições certificadas devem comprovar esses valores antes da energização.

A malha deve suportar correntes de curto sem gerar tensões perigosas. Os cálculos consideram resistividade do solo pelo método de Wenner. Equipamentos conectam-se via condutores de cobre nu 70 mm² mínimo.

Quais são os equipamentos principais de uma subestação de alta tensão no PR?

Os equipamentos de uma subestação de alta tensão no PR devem atender especificações da COPEL. O transformador de potência rebaixa a tensão para níveis utilizáveis nas instalações industriais.

Os disjuntores garantem interrupção segura em faltas. Para 69 kV, utilizam-se disjuntores a vácuo ou SF6. Em 138 kV, os disjuntores SF6 são predominantes pela maior capacidade.

As chaves seccionadoras permitem isolamento para manutenção. Os para-raios protegem contra surtos atmosféricos. Os transformadores de corrente (TCs) e potencial (TPs) formam o sistema de medição para relés e faturamento.

Detalhes de uma subestação de alta tensão no PR

Conte com a Aplica Engenharia para projetos de subestação de alta tensão no PR

Na Aplica Engenharia, desenvolvemos projetos completos de subestação de alta tensão no PR com conformidade às normas da COPEL.

Nossa equipe possui experiência consolidada em aprovações para sistemas de 69 kV e 138 kV em diversos setores industriais paranaenses.

Além disso, nossos serviços especializados abrangem desde o estudo inicial até o comissionamento:

  • Elaboração de projetos elétricos com memoriais descritivo e de cálculo
  • Dimensionamento completo de equipamentos conforme NTC 906100
  • Estudos de curto-circuito e coordenação de proteção parametrizada
  • Especificação técnica de transformadores, disjuntores e medição

Além da documentação técnica, realizamos o acompanhamento durante aprovação junto à COPEL. Isso inclui tratativa de adequações, revisões de projeto e interface com a área técnica da concessionária.

Nossa metodologia reduz retrabalho e agiliza aprovações, garantindo conformidade regulatória desde a concepção. Entre em contato para conhecer como podemos auxiliar no seu projeto de subestação no Paraná.

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gerson

Engenheiro de controle e automação, com atuação em projetos elétricos em usinas, subestações e outras áreas.

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