As instalações industriais no Paraná com cargas acima de 20 MVA enfrentam um desafio técnico: atender às particularidades da subestação de alta tensão COPEL.
Isto é, as normas NTC da concessionária vão além da NBR 14039, exigindo adequação desde a escolha de equipamentos até a apresentação dos desenhos técnicos.
Quem trabalha com projetos elétricos no estado sabe que a aprovação passa por análise criteriosa da documentação. Um memorial descritivo incompleto ou cálculo mal dimensionado podem adiar energizações por meses.
Quais são as tensões disponíveis para subestação de alta tensão COPEL?
A COPEL opera duas faixas de alta tensão para grandes consumidores. Em 69 kV, o atendimento foca indústrias com demanda entre 2 MVA e 20 MVA. Acima desse patamar, a conexão migra para 138 kV, reservada para plantas industriais de grande porte.
Ambas trabalham em 60 Hz com sistema trifásico. O fator de potência deve ficar entre 0,92 indutivo e 0,92 capacitivo. Os consumidores fora desses limites enfrentam penalidades tarifárias mensais.
Em isolamento, 69 kV opera com tensão máxima de 72,5 kV e NBI de 350 kV. O sistema de 138 kV trabalha com tensão máxima de 145 kV e NBI de 650 kV.
Quais normas técnicas a COPEL exige para projetos de subestação?
Os projetos de subestação de alta tensão COPEL seguem três normas principais. A NTC 903100 regulamenta sistemas até 34,5 kV, enquanto a NTC 906100 trata das instalações em 69 kV e 138 kV. A NTC 900100 determina como apresentar a documentação técnica.
Esse último documento é frequentemente negligenciado, mas pode reprovar projetos corretos. Em detalhes, formatos de pranchas, espessuras de linha, simbologia e até fonte dos textos seguem padrões rígidos, e por esse motivo, os engenheiros que ignoram esses detalhes enfrentam devoluções.
As especificações cobrem dimensionamento de barramentos até distâncias entre equipamentos. A COPEL mantém uma lista de equipamentos homologados, limitando fabricantes para transformadores, disjuntores e proteções.
Proteções obrigatórias em subestação de alta tensão COPEL
Coordenar proteções com a rede é etapa crítica em subestação de alta tensão COPEL. Os relés digitais precisam implementar funções específicas que variam conforme a tensão.
As instalações em 69 kV exigem sobrecorrente de fase (ANSI 50/51), sobrecorrente de neutro (50N/51N) e proteções contra variações de tensão (funções 59 e 27). Essas são as configurações básicas obrigatórias.
Para 138 kV, a COPEL adiciona camadas. Diferencial de transformador (87T) vira mandatório para faltas internas. A proteção contra falha de disjuntor (50BF) também entra como requisito, garantindo eliminação de faltas mesmo se o disjuntor principal não operar.
Ajustar essas proteções demanda coordenação com dados da concessionária. Tempos mal calibrados podem causar desligamentos em cascata ou deixar equipamentos expostos.
Fique de olho: Quantos volts tem uma subestação?
Qual a resistência máxima de aterramento exigida pela COPEL?
Um aterramento inadequado compromete a segurança de uma subestação de alta tensão COPEL. A concessionária estabelece valores específicos conforme a tensão do projeto.
Os sistemas em 69 kV aceitam até 10 ohms de resistência. Para 138 kV, esse limite cai para 5 ohms. As medições certificadas precisam comprovar esses valores antes da energização.
O dimensionamento considera as correntes de curto-circuito. Os cálculos de tensão de passo e toque usam dados de resistividade pelo método de Wenner. As cnexões utilizam condutor de cobre nu 70 mm² com solda exotérmica.
Documentação necessária para aprovação de projeto na COPEL
Aprovar subestação de alta tensão COPEL exige documentação completa. O responsável precisa ter CREA-PR ativo e emitir ART específica.
O pacote inclui um memorial descritivo com estudo de demanda e metodologia de cálculo. Além disso, os cálculos de curto-circuito aparecem desenvolvidos, não apenas resultados. Além disso, o dimensionamento de condutores e a coordenação de proteção integram o memorial.
A parte gráfica exige diagramas unifilares, plantas de situação e layouts conforme a NTC 900100. A COPEL pode solicitar adequações durante análise.
Ensaios de comissionamento em subestação de alta tensão COPEL
Antes de energizar uma subestação de alta tensão COPEL, os técnicos da concessionária acompanham bateria de ensaios. Essa validação presencial é indispensável para garantir conformidade.
A medição de resistência da malha abre a sequência. Em seguida, os ensaios de isolamento verificam a integridade dos equipamentos, enquanto os transformadores passam por checagem de relação e polaridade.
Os relés enfrentam testes funcionais simulando faltas. Isto é, os engenheiros verificam se os ajustes correspondem ao estudo. Dessa forma, toda bateria gera relatórios assinados, e os valores fora das especificações resultam em reensaios.

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