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Subestação de 25kV: quando essa tensão é necessária e como dimensionar corretamente

Idústrias de médio e grande porte enfrentam um momento decisivo quando a demanda energética ultrapassa os limites do fornecimento em baixa tensão.

Diante disso, uma subestação de 25kV representa a solução técnica para empresas que consomem entre 500 kW e 2.500 kW, faixa em que as concessionárias exigem conexão em média tensão para garantir eficiência na distribuição e evitar sobrecarga nas redes de baixa.

Essa transição não acontece por acaso. Quando a carga instalada cresce, as perdas elétricas em sistemas de baixa tensão se tornam economicamente insustentáveis, e a qualidade da energia fornecida pode comprometer processos produtivos sensíveis.

Nesse contexto, migrar para média tensão deixa de ser opcional e passa a representar necessidade operacional e econômica.

Por que 25kV e não outras tensões de média?

A escolha da tensão nominal depende diretamente da infraestrutura disponível na região onde a indústria está instalada. Algumas concessionárias operam com redes de 13,8kV, outras com 23kV ou 34,5kV, e essa diversidade reflete decisões históricas de planejamento do sistema elétrico de cada área.

Quando falamos em subestação de 25kV, estamos na verdade nos referindo à classe de tensão nominal de 23kV ou 25kV, que atende instalações com características intermediárias entre pequenas indústrias e grandes complexos fabris.

Essa faixa de tensão oferece vantagens específicas. Os projetos de subestações elétricas dimensionados para 25kV utilizam equipamentos que equilibram capacidade de transformação com custos de aquisição e manutenção.

Os transformadores dessa classe conseguem rebaixar a tensão recebida da concessionária para níveis compatíveis com a distribuição interna em 380V ou 220V, atendendo desde motores de alta potência até circuitos administrativos sem necessidade de múltiplos estágios de transformação.

Além disso, as subestações de 25kV permitem expansões futuras sem necessidade de substituir toda a infraestrutura.

Uma empresa que inicia operações com demanda contratada de 800 kW pode ampliar gradualmente até 2.000 kW apenas adicionando painéis e ajustando proteções, desde que o projeto original tenha previsto essa possibilidade.

Essa flexibilidade se traduz em economia significativa ao longo dos anos.

Quais equipamentos compõem uma subestação de 25kV?

O transformador de potência representa o coração da instalação, recebendo energia em 25kV e rebaixando para tensões de utilização.

Esses equipamentos podem ser a óleo mineral ou a seco, e a escolha entre um e outro depende tanto de regulamentações quanto de aspectos práticos do local de instalação.

Normalmente, os transformadores a óleo oferecem uma melhor dissipação térmica e maior capacidade de sobrecarga momentânea, características valiosas em processos industriais com picos de demanda.

Por outro lado, unidades a seco eliminam riscos ambientais associados a vazamentos e se tornam obrigatórias quando as subestações abrigadas fazem parte de edificações comerciais ou residenciais.

Os disjuntores de média tensão atuam como primeira linha de defesa contra curtos-circuitos e sobrecargas. Esses dispositivos precisam interromper correntes de falta que podem atingir dezenas de milhares de ampères em milissegundos, impedindo que danos se propaguem para outros equipamentos.

A coordenação entre disjuntor, relés de proteção e fusíveis determina se uma falha localizada será isolada rapidamente ou se causará desligamento geral da instalação.

Vale destacar ainda que as chaves seccionadoras permitem isolar trechos do circuito para manutenções preventivas sem necessidade de desligar toda a subestação.

Essa característica se mostra especialmente importante em indústrias que operam em regime contínuo, onde paradas não programadas representam prejuízos consideráveis.

As normas essenciais para subestações estabelecem critérios rigorosos para intertravamento entre seccionadoras e disjuntores, evitando manobras perigosas que poderiam gerar arcos elétricos.

Os para-raios de média tensão protegem contra surtos provenientes de descargas atmosféricas ou manobras na rede, atuando como válvulas de segurança, direcionando energia transitória para o sistema de aterramento antes que atinja níveis destrutivos para transformadores e painéis.

A integração entre proteção contra surtos e aterramento determina a eficácia global da subestação em situações de tempestade.

Como é uma subestação de 25kV

Como a NBR 14039 orienta projetos de 25kV?

A norma brasileira para instalações de média tensão estabelece requisitos que vão desde dimensionamento de condutores até afastamentos mínimos de segurança.

Para as subestações de 25kV, esses critérios ganham importância redobrada, pois distâncias inadequadas entre partes energizadas podem resultar em arcos elétricos com consequências fatais.

A NBR 14039 determina que cabines primárias devem manter no mínimo 1 metro de circulação ao redor dos equipamentos, permitindo operações e manutenções sem risco de contato acidental.

O aterramento da subestação merece atenção especial, pois valores de resistência acima de 10 ohms comprometem tanto a segurança quanto a eficácia das proteções.

Isto é, malhas bem dimensionadas dissipam correntes de falta rapidamente, limitando elevações perigosas de potencial no solo e em estruturas metálicas.

Essa característica protege operadores que circulam próximos aos equipamentos energizados durante condições normais e anormais de funcionamento.

A norma também especifica requisitos construtivos para cabines que abrigam transformadores. A NBR 14039 impede acúmulo de calor que reduziria vida útil dos isolamentos, enquanto as portas corta-fogo contêm eventuais incêndios sem permitir propagação para áreas adjacentes.

Esses detalhes construtivos, muitas vezes negligenciados em projetos apressados, fazem diferença entre instalações que operam décadas sem problemas e aquelas que exigem intervenções frequentes.

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gerson

Engenheiro de controle e automação, com atuação em projetos elétricos em usinas, subestações e outras áreas.

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