Os projetos MS – subestação alta seguem especificações técnicas próprias da Energisa que, embora baseadas nas normas nacionais, apresentam particularidades regionais.
Essas diferenças aparecem principalmente nos padrões de equipamentos homologados e nos critérios de automação exigidos. Dessa forma, projetistas que trabalham em outras regiões precisam se familiarizar com esses requisitos antes de iniciar o desenvolvimento.
A concessionária disponibiliza os níveis de tensão 69 kV e 138 kV para conexões em alta tensão. Enquanto o 69 kV serve consumidores entre 2,3 MW e 15 MW, o 138 kV destina-se a cargas superiores a 15 MW. Portanto, a escolha depende diretamente da carga contratada.
Requisitos técnicos para projetos MS – subestação alta
A documentação NDU 055 estabelece as diretrizes gerais para fornecimento em alta tensão na área de concessão da Energisa. Segundo esse documento, todos os pontos de conexão devem ser providos de disjuntores tripolares de proteção acompanhados de chaves seccionadoras de entrada, saída e by-pass.
Além disso, os equipamentos precisam constar na lista de materiais homologados pela concessionária, o que limita as opções de fornecedores disponíveis no mercado.
Os transformadores de potência exigem atenção especial quanto ao tipo de conexão e características construtivas. Para conexões em 138 kV, por exemplo, a Energisa especifica transformadores com enrolamento primário em delta e secundário em estrela aterrada (DYN), conforme os padrões estabelecidos na NDU 054.
Já para instalações em 69 kV, as configurações podem variar dependendo da aplicação e do arranjo da subestação.
Paralelamente aos equipamentos principais, o sistema de medição para faturamento merece cuidados específicos. A concessionária exige que todos os instrumentos de medição sejam instalados em terreno do cliente, porém o mais próximo possível do alinhamento com a via pública.
Dessa maneira, garante-se livre acesso para equipes de manutenção e leitura sem necessidade de adentrar áreas restritas da instalação industrial.
Modalidades de conexão disponíveis no Mato Grosso do Sul
Existem diferentes arranjos para conectar consumidores e geradores ao sistema da Energisa. A conexão radial simples utiliza uma linha exclusiva desde a subestação da concessionária, garantindo maior confiabilidade.
Por outro lado, exige investimentos mais elevados em obras de rede, tornando-se viável apenas para demandas superiores a 10 MVA.
Alternativamente, a conexão em derivação (TAP) permite acessar linhas existentes sem necessidade de construir ramal exclusivo.
Nesse caso, instala-se um conjunto de manobra híbrido no ponto de derivação. Contudo, essa modalidade apresenta limitações quanto à capacidade de curto-circuito e pode exigir reforços na rede.
Para clientes que necessitam redundância, a Energisa oferece conexão radial dupla através de duas linhas independentes. Embora represente o dobro do investimento, essa configuração elimina praticamente todas as interrupções programadas.
Consequentemente, torna-se a escolha preferencial para processos que não toleram paradas.

Equipamentos padronizados e homologação
A Energisa mantém uma lista atualizada de fabricantes homologados para cada tipo de equipamento utilizado nas instalações de alta tensão.
Disjuntores, transformadores de corrente e potencial, relés digitais de proteção e estruturas metálicas precisam atender especificações próprias da concessionária. Por isso, a escolha de fornecedores deve acontecer ainda na fase de projeto, evitando surpresas durante a execução.
Os módulos de manobra compactos em SF6 (GIS) ganham preferência em instalações urbanas onde o espaço é limitado. Esses equipamentos integram disjuntores, seccionadoras e transformadores de instrumentação em um invólucro metálico selado, reduzindo drasticamente a área necessária.
Em contrapartida, apresentam custo inicial superior aos equivalentes convencionais, demandando análise cuidadosa de viabilidade econômica.

Prazos e etapas do processo de aprovação da Energisa
O caminho desde a solicitação inicial até a energização passa por múltiplas etapas com prazos bem definidos. Inicialmente, o cliente protocola pedido de conexão informando a carga pretendida e a localização da instalação.
Com base nesses dados, a concessionária elabora o estudo de viabilidade técnica verificando a capacidade da rede em atender a nova demanda.
Assim, caso o estudo indique necessidade de obras, a Energisa emite o orçamento de conexão discriminando todos os custos. Após aceito, inicia-se o desenvolvimento dos projetos executivos tanto da subestação do cliente quanto das obras da concessionária.
Enquanto isso, ambas as partes providenciam licenças ambientais junto aos órgãos competentes.
Finalmente, após conclusão das instalações, realizam-se os ensaios de comissionamento que validam o funcionamento correto antes da energização definitiva.
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