Os projetos MG – subestação alta enfrentam desafios específicos que não aparecem em outros estados. A CEMIG mantém normas técnicas próprias que complementam as NBR nacionais, detalhando desde afastamentos mínimos até especificações de relés digitais.
Ignorar essas particularidades leva a retrabalho que pode atrasar o cronograma em meses.
As normas ND-5.32 e ND-5.33 estabelecem os requisitos para conexão em alta tensão no sistema de distribuição mineiro. Documentos como a EA/EA-12254 especificam cada detalhe dos projetos executivos, desde diagramas de operação até memoriais descritivos do controle de tensão.
Como funcionam os projetos MG – subestação alta na CEMIG?
Os níveis de tensão mais utilizados em Minas Gerais seguem os padrões nacionais: 69 kV e 138 kV para conexões em alta tensão. Consumidores e geradores que demandam acima de 2,3 MW normalmente acessam esses níveis através de subestações dedicadas.
Diferente da média tensão onde existem padrões pré-definidos, cada projeto de alta tensão passa por análise individual. A concessionária avalia o ponto de conexão, calcula as correntes de curto-circuito disponíveis e define os requisitos específicos para proteção e medição.
Os arranjos mais comuns adotam:
- Conexão direta em subestação existente através de bay dedicado: amplia-se a SE da CEMIG com novo disjuntor e equipamentos. O cliente custeia toda a ampliação conforme orçamento de conexão
- Derivação em linha existente com subestação de integração: constrói-se uma mini-SE no ponto de derivação. Aplicado quando a linha passa próxima mas não há SE da CEMIG disponível
- Entrada radial exclusiva desde subestação da CEMIG: linha dedicada para grandes consumidores ou geradores. Justifica-se economicamente acima de 10 MVA de demanda
As distâncias e afastamentos aumentam drasticamente comparado à média tensão. Equipamentos em 69 kV precisam respeitar 2 metros entre fases e 3 metros até estruturas aterradas. Em 138 kV, esses valores saltam para 2,5 metros e 4 metros respectivamente.
Quais documentos a CEMIG exige para aprovação?
O processo inicia com estudos preliminares que determinam a viabilidade técnica da conexão. A concessionária analisa se o ponto solicitado suporta a carga adicional sem necessitar reforços na rede upstream.
Aprovada a viabilidade, o cliente recebe o orçamento de conexão detalhando todas as obras necessárias. Os prazos variam entre 45 dias para orçamentos simples até 6 meses quando envolvem estudos elétricos complexos em regiões saturadas.
Com o orçamento aceito, desenvolve-se o projeto executivo da subestação seguindo rigorosamente a EA/EA-12254. Os documentos obrigatórios incluem:
- Diagrama de operação mostrando todos os equipamentos: cada componente precisa constar com identificação conforme padrão CEMIG. As funções de proteção habilitadas nos relés aparecem claramente identificadas
- Arranjo planta com cortes e elevações: os equipamentos devem estar posicionados exatamente conforme determina a ND-5.32 ou ND-5.33. A correspondência entre diagrama e arranjo físico é verificada criteriosamente
- Diagramas trifilares dos barramentos e painéis: mostram as conexões físicas entre equipamentos, incluindo os transformadores de corrente e potencial para medição
- Memorial descritivo do sistema de controle: detalha a lógica de intertravamento, automação e supervisão remota quando aplicável
- Relação completa de equipamentos e especificações: catálogos dos fabricantes comprovando atendimento às normas. Disjuntores, relés e transformadores precisam seguir as especificações técnicas da CEMIG
A análise desses documentos leva entre 30 e 60 dias dependendo da complexidade. Qualquer não-conformidade gera comentários que devem ser atendidos antes da aprovação final.

Quanto tempo leva desde o projeto até a energização?
Os prazos dependem principalmente da necessidade de obras por parte da CEMIG. Conexões em subestações existentes com capacidade disponível tramitam mais rapidamente, entre 8 e 12 meses desde a solicitação inicial.
Já os casos que exigem construção de nova linha ou ampliação de SE podem levar 18 a 24 meses. O licenciamento ambiental para travessias e servidões consome boa parte desse tempo.
O cliente precisa paralelizar suas atividades para não atrasar o cronograma. Enquanto aguarda a aprovação do projeto executivo, pode avançar nas obras civis e aquisição de equipamentos de longa entrega como transformadores.
Tenha aprovação garantida com a Aplica Engenharia
Na Aplica Engenharia, desenvolvemos projetos MG – subestação alta há quase 20 anos. Conhecemos profundamente as particularidades das normas CEMIG e mantemos relacionamento direto com as equipes de análise da concessionária.
Nossa experiência abrange:
- Elaboração completa de estudos e projetos executivos conforme EA/EA-12254, ND-5.32 e ND-5.33
- Interlocução técnica com a CEMIG durante todo o processo de aprovação, agilizando tratativas e esclarecimentos
- Coordenação de fornecedores garantindo que os equipamentos atendam as especificações técnicas da concessionária
- Acompanhamento de comissionamento e ensaios finais até a energização da instalação
- Projetos para consumidores de alta demanda em diversos segmentos: mineração, metalurgia, papel e celulose
- Subestações para parques de geração solar e eólica conectados em 69 kV e 138 kV
Nossa equipe trabalha com os padrões e procedimentos específicos de Minas Gerais, evitando retrabalho e garantindo aprovação na primeira submissão. Entre em contato para viabilizar sua conexão em alta tensão.
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