A simulação de aterramento elétrico é a etapa do projeto que transforma medições de campo em garantias calculadas de segurança. Sem ela, o dimensionamento da malha de aterramento parte de estimativas, e estimativas em sistemas elétricos de média e alta tensão têm consequências que nenhum laudo posterior consegue reverter.
De forma mais clara, a diferença entre um projeto de aterramento com simulação e um sem se faz presente justamente no que o documento comprova perante a concessionária, a seguradora e a fiscalização do trabalho.
Por que a simulação de aterramento elétrico vai além da medição de resistividade
A medição de resistividade do solo pelo método de Wenner é o ponto de partida do projeto de aterramento elétrico. Ela fornece os dados do terreno que o engenheiro precisa para dimensionar a malha. A medição sozinha, porém, não responde às perguntas críticas de segurança da instalação.
A simulação de aterramento elétrico responde a três perguntas que a medição não consegue:
- Tensão de toque: qual é a tensão que uma pessoa estaria sujeita ao tocar um equipamento aterrado durante uma falta à terra? Esse valor precisa estar abaixo dos limites da NBR 15751 para a duração de falta esperada
- Tensão de passo: qual é a tensão entre dois pontos no solo separados por um passo – aproximadamente 1 metro – durante uma falta? Valores elevados representam risco de choque para pessoas que circulam na área
- Tensão de transferência: qual é a tensão que pode ser transferida para circuitos externos – cercas, tubulações, cabos de comunicação – conectados à malha?
Nenhum desses valores é calculável analiticamente com precisão em malhas de geometria irregular ou em solos com estratificação não uniforme. A simulação computacional é o único método que permite demonstrar conformidade com os limites normativos nesses cenários.

Quando a simulação é tecnicamente necessária
A simulação de aterramento elétrico não é exigida em todas as instalações. Para sistemas de baixa tensão e instalações de pequeno porte, o dimensionamento analítico conforme a NBR 5410 é suficiente. A partir de determinados patamares, a simulação deixa de ser opcional:
- Subestações de média tensão com corrente de falta à terra acima de 1 kA
- Subestações de alta tensão em qualquer configuração
- Instalações em solos com alta resistividade ou estratificação heterogênea identificada nas medições
- Projetos submetidos a concessionárias que exigem explicitamente o memorial de simulação
- Instalações onde a tensão de toque calculada analiticamente supera os limites normativos
Identificar se a simulação é necessária, portanto, é parte indispensável do escopo do projeto de aterramento.
O que o memorial de cálculo precisa demonstrar
O memorial de cálculo do aterramento elétrico com simulação precisa registrar, de forma rastreável, os dados de entrada, o método utilizado e os resultados obtidos. Os elementos obrigatórios incluem:
- Perfil de resistividade do solo com a estratificação identificada nas medições de campo
- Geometria da malha proposta: dimensões, espaçamento entre condutores, profundidade de instalação e quantidade de eletrodos
- Corrente de falta à terra no ponto de instalação, obtida junto à concessionária
- Valores calculados de tensão de toque e de passo para a configuração proposta
- Comparação entre os valores calculados e os limites normativos para o tempo de eliminação de falta esperado
- Ajustes de projeto quando os valores calculados superam os limites – aumento da malha, adição de eletrodos, aplicação de camada de brita
Concessionárias como a CEMIG, em Minas Gerais, e a CPFL, em São Paulo, têm exigências específicas quanto ao formato e ao conteúdo desse memorial. Protocolos sem essa documentação retornam com exigência técnica antes mesmo da análise do projeto elétrico.
A relação entre simulação e laudo de aterramento
O laudo de aterramento elétrico produzido após a instalação da malha verifica se a resistência medida está dentro dos limites projetados. Ele não substitui a simulação, mas confirma que a malha foi instalada conforme o projeto que a simulação validou.
Essa distinção é importante porque as instalações que pulam a etapa de simulação e partem direto para a execução da malha frequentemente descobrem, no laudo pós-instalação, que os valores de resistência estão dentro dos limites mas as tensões de toque e de passo não estão.
Corrigir esse problema depois da instalação custa significativamente mais do que projetar corretamente desde o início.
Como a Aplica Engenharia conduz projetos de aterramento com simulação
A Aplica Engenharia desenvolve projetos de aterramento elétrico com simulação computacional para subestações industriais, usinas hidrelétricas e instalações de média e alta tensão, com memorial de cálculo formatado nos padrões das principais concessionárias do país.
Nossa consultoria em engenharia elétrica define desde o início do projeto se a simulação é necessária e quais dados de campo precisam ser levantados antes do dimensionamento.
Conheça as áreas de atuação da Aplica Engenharia e fale com um engenheiro para avaliar o projeto de aterramento da sua instalação. Nosso escopo inclui:
- Medição de resistividade do solo pelo método de Wenner com equipamento calibrado
- Simulação computacional da malha com cálculo de tensões de toque, passo e transferência
- Memorial de cálculo com demonstração de conformidade com os limites da NBR 15751
- Formatação do documento nos padrões exigidos pela concessionária regional
- Laudo pós-instalação com medição de resistência e verificação de conformidade com o projeto
- Adequação de malhas existentes que não atendem aos limites de tensão de toque e passo
Entre em contato com a equipe da Aplica Engenharia e avalie o projeto de aterramento da sua instalação com um engenheiro especialista.
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