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Laudo de aterramento: quando é obrigatório e como garantir conformidade com NBR 5410

Todas as instalações elétricas industriais e comerciais exigem documentação técnica que comprove a segurança do sistema. O laudo de aterramento é o documento essencial para atestar a eficiência da malha na dissipação de correntes de falta e na proteção contra choques elétricos.

A ausência desse laudo expõe a operação a riscos e sanções legais. Por esse motivo, as empresas sem documento atualizado podem sofrer autuações do Corpo de Bombeiros e até embargos em vistorias elétricas obrigatórias.

O que é o laudo de aterramento elétrico?

O laudo de aterramento consiste em relatório técnico elaborado por profissional habilitado que avalia as condições do sistema através de medições precisas. O documento comprova se a instalação atende requisitos normativos e garante proteção adequada.

A medição de aterramento industrial utiliza equipamentos calibrados para verificar resistência da malha. Os valores obtidos são comparados com limites estabelecidos pela NBR 5410 e NBR 15749.

O laudo contém informações detalhadas sobre a configuração do sistema, o que inclui to ipo de eletrodos utilizados, o dimensionamento dos condutores, os pontos de conexão equipotencial e as características do solo.

Vale destacar ainda que a malha de aterramento deve apresentar resistência compatível com nível de proteção exigido.

Além da resistência da malha, as medições também verificam as tensões de passo e de toque, que indicam o nível real de exposição ao risco. Quando esses valores ultrapassam os limites normativos, o perigo para quem circula próximo à instalação se torna significativo.

Para garantir segurança, a análise considera cálculos técnicos e simulações computacionais que validam se os níveis medidos permanecem dentro dos padrões aceitáveis.

Quando o laudo de aterramento é obrigatório?

A NBR 5419-3:2015 estabelece critérios claros para periodicidade de renovação do laudo de aterramento. Para serviços essenciais como hospitais e aeroportos, a norma exige renovação anual do documento.

Edificações não essenciais devem renovar a cada 3 anos, período considerado adequado para manter a segurança.

Novas instalações sempre necessitam do laudo antes da primeira energização, e as concessionárias condicionam a ligação definitiva à apresentação desse documento. Os laudos de SPDA estão diretamente integrados ao aterramento, já que compartilham a mesma malha de terra.

As auditorias de segurança do trabalho verificam conformidade com NR-10, que exige documentação atualizada. Indústrias com substâncias inflamáveis necessitam comprovar aterramento adequado para controlar cargas estáticas e prevenir explosões.

Quais equipamentos são utilizados nas medições?

O terrômetro de 4 hastes representa o instrumento principal para elaboração do laudo de aterramento. O método da queda de potencial conforme NBR 15749 consiste em injetar corrente controlada no solo e medir a diferença de potencial resultante, permitindo calcular com precisão a resistência da malha.

A medição exige equipamento com calibração recente, preferencialmente certificada pela Rede Brasileira de Calibração. Instrumentos descalibrados fornecem leituras imprecisas que comprometem toda a análise técnica.

O miliohmímetro complementa as medições verificando continuidade elétrica entre componentes, detectando conexões oxidadas que elevam a resistência do circuito.

Como interpretar os resultados do laudo?

A resistência de aterramento ideal varia conforme a aplicação. Para sistemas de baixa tensão segundo NBR 5410, o valor máximo admitido gira em torno de 10 ohms.

As subestações de média tensão exigem valores inferiores a 5 ohms, refletindo o maior risco das correntes de falta em tensões elevadas.

Instalações com equipamentos sensíveis necessitam resistências menores. Data centers e salas cirúrgicas frequentemente operam com aterramento abaixo de 1 ohm, garantindo não apenas segurança mas também qualidade de sinal e funcionamento adequado.

Além da resistência, as medições verificam as tensões de passo e de toque, que indicam o nível real de exposição ao risco. Quando esses valores ultrapassam os limites normativos, o perigo para quem circula próximo se torna significativo.

A análise de tensão de passo e toque considera simulações computacionais que validam se os níveis medidos permanecem dentro dos padrões aceitáveis.

Todo laudo deve indicar as não conformidades identificadas. As recomendações técnicas orientam quais correções são necessárias, estabelecendo prazos conforme a gravidade.

A documentação fotográfica comprova o estado real das instalações, facilitando acompanhamento de manutenções futuras.

Veja também: Como funciona um projeto em AutoCAD de aterramento?

Quais são os principais problemas detectados?

A corrosão de eletrodos representa uma das causas mais frequentes de elevação da resistência. Hastes de aço cobreado perdem eficiência à medida que a camada de cobre se desintegra pela ação do solo.

O laudo de aterramento identifica essa degradação, sinalizando quando a substituição se torna necessária.

Além disso, as conexões mecânicas apresentam uma vulnerabilidade natural ao longo do tempo. Isto é, osprafusos afrouxam devido a vibrações e ciclos térmicos, elevando a resistência.

Dessa forma, as instalações críticas preferem soldas exotérmicas, que oferecem conexões permanentes de alta confiabilidade.

A compactação inadequada do solo ao redor das hastes também eleva a resistência medida. O tratamento químico com gel bentonita melhora substancialmente a condutividade em solos problemáticos.

Diante disso, as interferências entre diferentes sistemas de aterramento podem comprometer tanto segurança quanto funcionamento de equipamentos sensíveis.

avaliação de um sistema de aterramento

Como manter o sistema de aterramento eficiente?

As inspeções visuais periódicas ajudam a identificar danos mecânicos antes da próxima medição programada. Escavações próximas à malha podem romper condutores, enquanto ampliações e reformas muitas vezes comprometem a integridade do sistema original.

Já as medições de acompanhamento mostram como a resistência evolui ao longo do tempo. Quando os valores sobem de forma progressiva, o cenário aponta degradação em curso e abre espaço para ações preventivas antes da perda de eficiência.

Sempre que a edificação contar com SPDA, o laudo deve ser realizado em conjunto. Como ambos compartilham a mesma malha de aterramento, a análise integrada assegura alinhamento técnico e coordenação adequada entre os sistemas.

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gerson

Engenheiro de controle e automação, com atuação em projetos elétricos em usinas, subestações e outras áreas.

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