Laudo SPDA em Jaraguá do Sul: entenda as consequências de não ter o documento

As empresas que operam em Jaraguá do Sul sem um laudo de SPDA válido assumem riscos que vão muito além de possíveis multas administrativas.

Isso porque a ausência desse documento compromete a regularidade do negócio e pode resultar em impactos operacionais, financeiros e, principalmente, riscos à segurança das pessoas.

Um dos primeiros reflexos aparece na relação com o Corpo de Bombeiros, que pode negar ou cancelar o AVCB, impedindo legalmente o funcionamento do estabelecimento. Sem o Auto de Vistoria vigente, a empresa fica sujeita à interdição imediata até a regularização da situação.

Além disso, seguradoras condicionam a contratação e renovação de apólices à apresentação do laudo SPDA atualizado.

Quando o documento não existe ou está vencido, a cobertura pode ser negada em caso de sinistro, justamente no momento em que a empresa mais precisa de respaldo financeiro.

O cenário se agrava quando falhas no sistema de proteção contra raios permanecem ocultas, expondo pessoas, estruturas e equipamentos a riscos reais.

O Brasil lidera mundialmente o ranking de incidência de descargas atmosféricas, com média de 110 mortes por ano causadas por raios, segundo dados do INPE.

Um sistema de para-raios que não funciona corretamente coloca vidas em perigo e pode gerar danos estruturais severos às edificações atingidas.

Por que Jaraguá do Sul exige atenção especial com proteção contra raios

A região Sul do país apresenta atividade elétrica atmosférica elevada ao longo do ano, o que exige cuidados constantes com sistemas de proteção.

Em Jaraguá do Sul, esse risco é potencializado pela presença de indústrias de grande porte, com estruturas metálicas altas que naturalmente atraem descargas atmosféricas.

Essas edificações industriais costumam abrigar equipamentos eletrônicos sensíveis e de alto valor, como controladores, inversores de frequência e sistemas completos de automação.

Uma única descarga atmosférica sem proteção adequada pode comprometer toda a linha produtiva, gerando prejuízos milionários e paralisações prolongadas.

O laudo SPDA avalia se captores, condutores de descida e sistema de aterramento atuam de forma integrada para conduzir a descarga até o solo com segurança.

Cada componente precisa estar corretamente dimensionado de acordo com a classe de risco da edificação, conforme estabelece a NBR 5419.

Os prédios comerciais com grande circulação de pessoas exigem atenção redobrada à proteção contra descargas atmosféricas.

Em locais como shopping centers, hospitais e escolas de Jaraguá do Sul, manter o laudo de SPDA dentro dos prazos legais não é apenas uma exigência normativa, mas uma medida essencial para reduzir o risco de acidentes graves em ambientes de alta ocupação.

A inspeção técnica identifica falhas comuns, como oxidação em conexões, condutores danificados ou aterramento com resistência acima do permitido.

Esses problemas costumam passar despercebidos por anos, até que uma descarga atmosférica exponha, de forma crítica, as deficiências do sistema.

O que a inspeção técnica realmente avalia

Durante a inspeção, o profissional inicia a análise verificando se o projeto original do SPDA foi respeitado durante a execução. Alterações não documentadas feitas ao longo do tempo são frequentes e, muitas vezes, comprometem a eficiência do sistema sem que o gestor perceba.

Os captores instalados no topo da edificação precisam cobrir toda a área conforme o cálculo do raio de proteção definido para cada estrutura. Alturas insuficientes ou posicionamento inadequado criam zonas desprotegidas, permitindo que o raio atinja diretamente partes da edificação.

Os condutores de descida, responsáveis por levar a corrente elétrica até o solo, não podem apresentar emendas mal executadas ou seções inadequadas.

Cabos subdimensionados ou de baixa qualidade podem aquecer excessivamente e até romper durante a passagem da corrente intensa de uma descarga atmosférica.

As conexões entre os componentes do sistema são pontos críticos avaliados com atenção, pois a corrosão causada por umidade e poluição atmosférica aumenta a resistência elétrica e reduz a eficiência da dissipação.

Já o sistema de aterramento recebe atenção especial, com medições de resistência que indicam se as hastes e conexões estão funcionando adequadamente ou se necessitam de manutenção.

Veja mais detalhes sobre o assunto: Você sabe o que é uma medição de Celesc compartilhada?

Consequências práticas da ausência do laudo atualizado

As fiscalizações do Corpo de Bombeiros podem ocorrer sem aviso prévio. Quando o fiscal solicita o laudo SPDA e a empresa não apresenta um documento válido, a autuação é imediata.

Diante disso, as multas variam conforme o porte do estabelecimento e, em casos de reincidência, valores elevados não são incomuns.

Além do impacto financeiro direto, a imagem da empresa sofre com a exposição de irregularidades, afetando a confiança de clientes, fornecedores e parceiros.

Os pocessos de certificação, como ISO, também exigem comprovação de manutenções preventivas, e auditorias podem suspender certificações caso identifiquem a ausência do laudo.

Instituições financeiras avaliam esse tipo de documentação ao conceder crédito para expansões e investimentos. A falta de manutenção preventiva documentada sinaliza gestão de riscos deficiente, elevando o custo do capital ou dificultando a aprovação de financiamentos.

Internamente, a negligência com segurança impacta o clima organizacional. Profissionais qualificados tendem a evitar empresas que não demonstram compromisso real com a proteção de seus colaboradores.

sistema de aterramento em jaragua do sul

Prazo de validade e periodicidade das inspeções

A NBR 5419 determina que edificações comuns devem renovar o laudo de SPDA a cada três anos, no máximo. Instalações que armazenam explosivos, munições ou materiais de alto risco exigem inspeções anuais, devido ao potencial elevado de acidentes.

Embora Jaraguá do Sul não seja classificada como região de corrosão severa, condições específicas de cada instalação devem ser avaliadas.

Além disso, ampliações, reformas estruturais ou alterações na edificação exigem nova inspeção, pois o sistema original pode não cobrir adequadamente as áreas adicionadas.

Caso a edificação sofra impacto direto de raio, a inspeção deve ser imediata, mesmo que o laudo ainda esteja dentro da validade. A energia dissipada pode ter danificado componentes internos do sistema sem apresentar sinais externos visíveis.

Documentação completa que um laudo profissional deve conter

Um laudo técnico confiável vai muito além de poucas páginas genéricas. Ele deve apresentar descrição detalhada de todos os componentes avaliados, acompanhada de registros fotográficos que comprovem as condições encontradas.

O documento precisa incluir medições de resistência do aterramento, ensaios de continuidade elétrica e análise de conformidade, classificando cada item como conforme, não conforme ou passível de atenção futura.

As não conformidades devem vir acompanhadas de recomendações específicas, com orientação clara sobre correções e prazos.

O profissional responsável assina o laudo e emite a ART no CREA, vinculando tecnicamente seu registro ao serviço. Certificados de calibração dos equipamentos de medição também integram a documentação, garantindo a confiabilidade dos resultados apresentados.

Empresas sérias ainda oferecem suporte após a entrega do laudo, facilitando a compreensão do relatório e o planejamento das correções necessárias.

Expertise da Aplica Engenharia em sistemas de proteção

A Aplica Engenharia realiza laudo de SPDA em Jaraguá do Sul seguindo rigorosamente as diretrizes da NBR 5419 vigente. As inspeções são executadas por profissionais experientes, com equipamentos calibrados e documentação emitida com ART regularizada.

Cada laudo entregue apresenta análise detalhada, classificação das anomalias por grau de criticidade e recomendações práticas para correção. O foco vai além da burocracia, priorizando a segurança real das instalações e das pessoas.

Com atendimento em Jaraguá do Sul e região, a equipe está pronta para apoiar empresas que buscam conformidade, prevenção e tranquilidade operacional.

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gerson

Engenheiro de controle e automação, com atuação em projetos elétricos em usinas, subestações e outras áreas.

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